Terça-feira, 17 de Fevereiro de 2009

Cordao pelo Choupal

No dia 15 de Fevereiro, aproximadamente 1300 pessoa formaram o cordão pelo choupal, num abraço emblemático de defesa da mata nacional e contestando a passagem de um viaduto de 40m de largura e que atravessa o espaço verde em cerca de 150m.
Organizado pelo movimento cívico Plataforma do Choupal - constituído para impedir a passagem do viaduto na mata, conforme previsto no novo traçado do IC2, "Gostávamos de ter mais pessoas, mas estou muito satisfeito. Apelo aos decisores públicos para que tenham o bom senso de travar esta decisão irracional do ponto de vista rodoviário e atentatória para Coimbra", defendeu o arquitecto Luís Sousa, em declarações aos jornalistas.
“Venho como cidadã, é o Choupal que me traz aqui. Não há bom conimbricense que não queira defender o Choupal. As razões que levaram a esta obra são do consenso geral, a ponte-açude está sobrecarregada. Mas porque há-de ser aqui?", declarou aos jornalistas a deputada socialista eleita por Coimbra Teresa Alegre Portugal.
“O traçado do IC2 vai matar aquelas árvores e ter um grande impacto ambiental no Choupal. Cresci aqui, os meus filhos praticam desporto aqui", disse à agência Lusa Ana Caldeira, segundo a Plataforma do choupal este movimento deu-se com o objectivo de "impedir que a Mata Nacional do Choupal seja irremediavelmente afectada pela construção de um viaduto rodoviário com 40 metros de largura e que a atravessa numa extensão de 150 metros"

Quinta-feira, 5 de Fevereiro de 2009

Módico passo para o Homem, mas grandioso passo para a comunidade Transmontana e para o ambiente.

Cerca de 50% dos resíduos produzidos no nordeste transmontano serão utilizados para a produção de material orgânico e energia, no âmbito de um projecto de 24 milhões de euros, inserido no programa operacional temático da valorização do território no sector do plano estratégico para resíduos sólidos, que promete 30 novos postos de trabalho.
Este projecto baseia-se na criação de uma unidade de tratamento mecânico e biológico por digestão anaeróbico (compostagem), esta unidade vai transformar cerca de 25 mil toneladas de resíduos produzidos por ano em 13 concelhos.
O aterro sanitário da Terra Quente verá o seu prazo de vida útil alargado, pois presentemente 94% dos resíduos produzidos eram aqui enterrados.
O produzido nesta nova unidade poderá ser utilizado para fertilização, e que, durante o processo de transformação, produzirá energia eléctrica, através da valorização do bio-gás gerado.
“Um potencial mercado inovador através da comercialização do composto orgânico produzido" é o que aguarda a Resíduos do Nordeste, que apresenta o projecto também como "um foco de empregabilidade com a criação de 30 novos postos de trabalho”/"Trata-se de uma oportunidade para a Região de Trás-os-Montes, em termos económicos, ambientais e sociais", assim sendo o composto e a energia, são uma porção da nova estratégia de valorização dos resíduos produzidos pelos cerca de 157 mil habitantes do Nordeste Transmontano, complementados com a recolha selectiva e reciclagem.
(fonte: Jornal "Publico")

Sexta-feira, 30 de Janeiro de 2009

Listagem de medidas simples para proteger o ambiente

1- Usar lâmpadas fluorescentes (poupa muito CO2!)
2- optar por transportes públicos e bicicleta
3- reduzir (evitar compras desnecessárias), depois tentar reutilizar e reciclar papel, vidro, pilhas, plásticos, embalagens e fazer compostagem de lixo orgânico
4- fazer o teste da pégada ecológica
5- evitar usar água quente a lavar os dentes, louça e roupa
6- evitar aquecimento da casa
7- evitar produtos com embalagem
8- plantar uma árvore
9- optar por produtos de agricultura biólogica ou naturais
10- evitar contribuir para o mercado de exploração animal, se acharem fisiologicamente desejável tentar comer preferencialmente vegetariano
11- para quem conduz, usar sempre pneus cheios (reduz ao consumo de combustível)
12- evitar usar máquinas de lavar roupa e louça (e principalmente as de secar), mas se usarem usar sempre cheias e tentarem usar produtos pouco poluentes dentro.
13- usar produtos biodegradáveis ou não poluentes para lavar a louça, roupa ou limpezas (é possível a limpeza de quase tudo com vinagre e água tépida ou com sabão natural)
14- usar papel reciclado (evita o abate de novas árvores)
15- usar preferencialmente produtos de madeira a produtos de plástico (evita a poluição e até estimula a plantação de novas árvores)
16- banhos curtos e pequeno fluxo de água
17- preferir produtos locais
18- a quem pensa comprar ou usar carro pense duas vezes, evitam gastar dinheiro, vai deixar de poluir e só vão estimular a que haja mais frequência de transportes públicos)
19- reduzir à quantidade de lixo
20- retirar electrodomésticos não usados das tomadas

Comissão Europeia ameaça Portugal

O ar é um bem público, temos vindo a assistir nos últimos anos a uma melhoria significativa da qualidade do ar, é tida como o “grande êxito da política comunitária em matéria de ambiente, mostrando que é possível dissociar o crescimento económico da degradação do ambiente.” Portugal no âmbito deste problema, estabeleceu o Plano de Acção para a Qualidade do Ar, tendo como principal objectivo a programação de medidas de forma que a qualidade do ar seja mantida dentro dos níveis recomendados pela UE. Portugal tem ainda conjuntamente com este plano o PTEN (Programa dos Tectos de Emissão Nacional e ainda o PNRE (Plano Nacional de Redução das Emissões), para grandes instalações de combustão.
Contudo, a Comissão Europeia abriu um processo de advertência contra Portugal e outros nove estados membros devido a qualidade do ar, denunciando que os valores das partículas em suspensão perigosas (PM10) violam as normas comunitárias, em vigor desde Janeiro/2005, segundo Bruxelas o incumprimento dos valores - limite das PM10 “afectam 83 milhões de pessoas em 132 zonas diferentes de qualidade do ar”. Estas partículas são particularmente expelidas pela indústria, trânsito e aquecimento doméstico, podendo provocar asma, problemas cardiovasculares, cancro do pulmão e morte prematura.
A decisão de Bruxelas surge na sequência da entrada em vigor, a 11 de Junho de 2008, da nova directiva comunitária sobre qualidade do ar, que permite aos Estados-Membros solicitar um prazo suplementar para respeitar a norma de 2005. Acontece que nem Portugal nem os outros Estados membros visados notificaram pedidos de prazos suplementares
Mas o mais grave que foi digno de uma “última advertência escrita”, reporta-se ao funcionamento das instalações industriais sem licenças que garantem a redução de emissões poluentes para níveis mínimos, visto pelo comissário europeu do ambiente como “inaceitável!”
Humberto Rosa, secretário de estado do ambiente justifica-se da seguinte forma “as unidades indústrias e agro-pecuárias só terem entregado os pedidos de licença muito perto do prazo limite”(in Publico), inaceitável é o facto de o ministério estar cheio de fatos e gravatas, mas que pelos visto são somente para causar uma boa impressão em vez de serem para trabalhar…

"Economia Verde"


Temos como exemplo de uma economia virada para a protecção do ambiente, a economia alemã, em que “4,5 % dos assalariados do país” laboram em empresas que prezam a produção de bens e labores que contribuem para a protecção ambiental.
O Ministério do Ambiente (Alemão), define “economia verde” como “todas as empresas que produzem bens e serviços que contribuem para evitar, reduzir ou suprimir os danos ambientais”. Esta economia é ocupada pelas PME (pequenas e médias empresas), no nosso país por muito que uma PME queira contribuir para uma “economia verde” existem demasiadas burocracias a seguir e demasiados entraves relativos a apoios e ajudas, ou melhor não existem apoios ou ajudas, ou se existem não são compensatórios relativos ao esforço que uma PME tem de fazer para aplicar este tipo de economia.
Como futuro Técnico de Saúde Ambiental, cada vez mais tenho presente este género de problemas, que no nosso país são cada vez mais frequentes, ou melhor os problemas sempre aqui estiveram, a comunicação é que por motivos externos ou internos nunca lhes deu o seu devido valor, tendo sido preciso chegar praticamente a um estado semi-caótico a nível ambiental para existir uma tomada de consciência. Como todos sabemos existem varias medidas que poderão ser tomadas no ambiente da preservação ambiental, uma dessas medidas é a implementação de uma “economia verde” que fora aprovada na data de 22 de Maio de 2007 – Estrasburgo por meio de uma “Declaração do Parlamento Europeu sobre o estabelecimento de uma economia verde baseada no hidrogénio e uma terceira revolução industrial na Europa através de uma parceria com as regiões, cidades, PME e as organizações da sociedade civil interessadas”.
Tal como o Parlamento Europeu referiu esta dita “economia verde” seria aplicada a “regiões, cidades, PME e as organizações da sociedade civil INTERESSADAS”, neste âmbito é necessário promover e motivar o interesse das entidades para a aplicação deste tipo de economia, deste modo um TSA, tanto através de acções de formação em colaboração com autarquias e empresas externas como através da sua contribuição na elaboração de pareceres e legislação referente à protecção ambiental poderá promover e tentar desenvolver este novo tipo de economia viável nos diferentes locais laborais.